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Taperoá e a dança das alianças: vale a pena brigar por político?

  • edmaisfmsite
  • 22 de jul.
  • 2 min de leitura

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A política tem dessas coisas: o adversário de ontem, hoje é aliado; o que antes era “incompetente” agora é uma “grande opção”. E o eleitor? Fica no meio desse jogo, muitas vezes mais envolvido e apaixonado do que os próprios políticos que mudam de lado como quem troca de camisa.


Em Taperoá, no Baixo Sul da Bahia, o tabuleiro para 2028 já começa a se movimentar. E um fato curioso chama atenção: o ex-prefeito Rosival, cuja gestão deixou muito a desejar aos olhos de boa parte da população, agora aparece nos bastidores como possível aliado — e até sucessor — da atual prefeita Kity, que está em seu segundo mandato.


Não é novidade para ninguém que nas cidades pequenas as opções de nomes são limitadas. É comum ver famílias e grupos políticos se revezando no poder. Mas o que mais espanta é a facilidade com que se passa da rivalidade à parceria, sem qualquer constrangimento. Quem antes era “o problema”, de repente vira “a solução”.


E é nesse cenário que o eleitor precisa parar e pensar: vale mesmo a pena discutir, brigar, romper amizades ou até destruir casamentos por causa de político? Eles se unem, fazem alianças, negociam cargos, trocam elogios e votos de confiança — muitas vezes entre quatro paredes. E o povo? Segue sendo usado como peça de um jogo que, na prática, pouco muda suas vidas.


Se Taperoá já começa a viver o clima da sucessão, o eleitor deve começar a viver um novo tempo: o da consciência política. Chega de fanatismo. Chega de se deixar levar por promessas vazias e alianças convenientes. O futuro da cidade não pode ser decidido apenas nos gabinetes ou por interesses pessoais e familiares.


Que em 2028 venham novos capítulos — mas que o povo não seja só plateia dessa novela. Que seja autor do próprio destino

 
 
 

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