Salvador sai na frente em disputa com Fortaleza e Recife por shows internacionais após confirmação de Maroon 5: "Estava fora do roteiro"
- 30 de mai.
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Promessa é dívida, e dívida existe para ser paga. Caso contrário, o Serasa cobra. E, nesta questão, o Serasa é um público ávido por novidades. Em setembro, Salvador voltará a sediar um show internacional, promessa feita pela Casa de Apostas Arena Fonte Nova e cumprida na última semana com a confirmação da apresentação do grupo norte-americano Maroon 5 na cidade.
O show, promovido pela Live Nation, repete a parceria de sucesso que aconteceu com a vinda do Guns N' Roses para a capital baiana, com a produção local da Salvador Produções e da NA Entretenimento. E, para beber da fonte, o Bahia Notícias voltou a conversar com o empresário Nei Ávila, que também entra na parceria da produção do show do M5 na cidade, para falar sobre a vinda do grupo para a primeira capital do Brasil.
De acordo com Nei, o resultado do show do Guns em Salvador foi crucial para fechar a apresentação do Maroon 5. Segundo o empresário, a capital estava de fora da disputa, que antes era entre Recife e Fortaleza, mas o impacto positivo do grupo de rock em abril atraiu olhares para a cidade.
"Salvador estava fora do roteiro. Recife e Fortaleza, por exemplo, estavam mais na frente de Salvador. Aí a gente fez um trabalho de apostar no Guns para tentar colocar de novo Salvador na rota. Fizemos um show quarta-feira, vendeu 43.000 ingressos. Quando a gente conversou com os empresários em abril, a gente já sabia da possibilidade do Maroon 5 por causa do Rock in Rio. Eles iam fazer mais dois shows, e a Live Nation tinha pensado em Salvador. Eu só fomentei, ajudei, falei com o pessoal que era muito interessante, coisa e tal. E isso aconteceu de fato."
A disputa entre cidades do Nordeste foi um ponto citado pelo Bahia Notícias em 2024, na matéria 'Espaço, trajeto & dinheiro: Combinação de fatores leva Salvador a não ser escolhida como palco de grandes shows internacionais'.
Concorrentes diretas de Salvador quando se trata da disputa por shows internacionais, Recife e Fortaleza também brigam para que as turnês passem pelas suas cidades. O empresário baiano citou como exemplo o show do Bon Jovi que aconteceu em 2019 em Recife. Segundo Nei, a capital baiana estava na disputa para receber o artista; no entanto, perdeu o espaço para a capital pernambucana.
Concorrentes diretas de Salvador quando se trata da disputa por shows internacionais, Recife e Fortaleza também brigam para que as turnês passem pelas suas cidades. O empresário baiano citou como exemplo o show do Bon Jovi que aconteceu em 2019 em Recife. Segundo Nei, a capital baiana estava na disputa para receber o artista; no entanto, perdeu o espaço para a capital pernambucana.
Salvador, até o momento, não conta com um espaço para abrigar shows neste formato. A Concha Acústica tem capacidade máxima para 5 mil pessoas, enquanto o Armazém Convention, que já deixa de ser na capital e abraça a Região Metropolitana, tem capacidade para 5 mil pessoas em pé e 3 mil sentadas.
"Para essa quantidade de público, a gente não tem uma arena. Vamos ter agora com o espaço que a Prefeitura está criando ali do lado do Centro de Convenções. Aquele equipamento vai colocar Salvador no roteiro de artistas que não enchem uma arena para 40.000 pessoas."
CAPITAL BAIANA JÁ PERDEU SHOW DE ASTRO CANADENSEO empresário revelou que a falta de espaços na cidade já fez com que a capital também perdesse uma apresentação do cantor canadense Bryan Adams, dono dos hits 'Heaven' e '(Everything I Do) I Do It for You'.
"Eu recebi uma oferta de um show de Bryan Adams, mas não tinha onde fazer aqui. Porque ele queria um lugar para 10.000 pessoas. A gente tem o WET e o Parque de Exposições, mas tem toda uma estrutura para montar. Agora, eu acho que vai ser muito importante para Salvador esse equipamento para trazer novos shows e novas possibilidades."
O equipamento citado por Nei trata-se da Arena Multiuso Antônio Balbino, na orla da Boca do Rio. De acordo com a Prefeitura de Salvador, o equipamento já alcançou 63% de execução e tem previsão de entrega para outubro deste ano.
A arena terá capacidade para receber 7,3 mil pessoas em competições esportivas e até 12 mil espectadores em shows e eventos. O complexo contará com estrutura climatizada, tratamento acústico, arquibancadas retráteis, camarotes, camarins, áreas de alimentação e espaços voltados para shows e competições esportivas.
Segundo Nei, a intenção com os shows internacionais é não parar por aqui. Ou seja, fãs... Podem sonhar com uma diva pop na capital. Sonhar não custa nada.
"A gente fazendo agora, tá plantando a semente para 2027, 2028, 2029. Semana que vem mesmo vou para São Paulo para ter algumas conversas e ver algumas novas possibilidades. E aí, logicamente, quando se apresenta um artista, a gente tenta fazer uma viabilidade econômica, para ver se dá para trazer também, porque tudo isso é investimento particular, então, assim, corre risco como todo negócio."
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