Diretor da Santa Casa de Valença se pronuncia sobre acusações de assédio e aponta articulação política
- edmaisfmsite
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O diretor da Santa Casa de Misericórdia de Valença, Marcos Antônio, veio a público se manifestar sobre acusações de assédio que, segundo ele, são infundadas. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o gestor afirmou que decidiu se pronunciar não apenas por meio de nota oficial, mas também de forma direta, reforçando o ditado popular de que “quem não deve, não teme”.
De acordo com Marcos Antônio, os primeiros episódios remontam a março, período em que uma ex-colaboradora foi desligada da instituição. Segundo o diretor, após a demissão, a ex-funcionária passou a fazer acusações que não avançaram por falta de provas. Ele sustenta que o desligamento ocorreu por questões administrativas, envolvendo episódios relacionados a uma paciente e a normas internas da enfermagem, e não por qualquer recusa a supostos assédios.
Ainda conforme o relato, somente após um período a ex-colaboradora teria passado a afirmar que a demissão estaria ligada à não aceitação de investidas indevidas. Tais acusações, segundo o diretor, nunca foram levadas à Justiça naquele momento.
Já em setembro de 2025, Marcos Antônio afirma que teria surgido, de forma articulada, uma denúncia envolvendo mais de uma pessoa, com o mesmo teor. O diretor declarou ter tomado conhecimento de uma reunião cujo objetivo seria prejudicar sua imagem. Diante disso, procurou a Justiça e registrou um Boletim de Ocorrência por calúnia e difamação. As partes envolvidas foram ouvidas, e o caso segue sem avanços até o momento.
Agora, em janeiro, segundo Marcos Antônio, novas queixas foram formalizadas por meio dos mesmos advogados que representam outras supostas vítimas. Ele afirma que foram apresentadas provas que, em sua avaliação, não se sustentaram juridicamente. Ainda assim, o assunto ganhou repercussão pública, o que, segundo o diretor, teria como objetivo macular sua imagem, impulsionado por um influenciador local.
O gestor ressaltou que já atuou em mais de 12 hospitais na Bahia, seja como diretor ou consultor, e que nunca respondeu a acusações dessa natureza. Disse ainda confiar que as pessoas envolvidas irão se retratar publicamente.
Reflexão e contexto
Este caso levanta reflexões importantes. A Justiça existe para apurar os fatos e responsabilizar os verdadeiros culpados, caso existam. Ao mesmo tempo, é de conhecimento público que a Santa Casa de Valença está inserida em um ambiente de forte disputa política, sendo frequentemente utilizada como palco de interesses eleitorais.
O problema, no entanto, não se restringe à instituição. A saúde pública do município tem sido afetada por interferências políticas, com a nomeação de pessoas sem formação técnica adequada, o que gera conflitos, fragiliza a gestão e produz situações que não deveriam ocorrer em um setor tão sensível.
Este espaço não se propõe a defender o lado A ou o lado B. O que se observa é a existência de dois pontos igualmente relevantes:
a necessidade de que mulheres denunciem qualquer forma de assédio, sempre com responsabilidade e provas concretas;
e, por outro lado, a possibilidade de que um diretor, homem negro, esteja sendo alvo de preconceito racial e de disputas de poder, travestidas de acusações graves.
Reforçamos que este veículo não julga, mas noticia. Cabe à Justiça esclarecer os fatos e garantir que a verdade prevaleça. O que não pode passar despercebido é o impacto desse tipo de disputa sobre a saúde pública e sobre uma instituição essencial para a população de Valença.
Que os fatos sejam apurados com seriedade, responsabilidade e transparência.







