top of page

Crise no SAAE, falta d’água e aumento da taxa de esgoto: o que está acontecendo em Valença?

  • há 13 horas
  • 2 min de leitura

Foto: Ilustrativa


Valença vive um momento delicado. A cidade tem enfrentado sucessivas faltas de água — algo que, segundo muitos moradores, nunca ocorreu com tanta frequência e intensidade como agora. A cada interrupção, uma nova nota de esclarecimento. A cada nota, mais dúvidas.


Nos bastidores, um dado chama atenção: a rotatividade no comando do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). Em menos de um ano, foram várias trocas de direção. Mudanças sucessivas que, inevitavelmente, impactam planejamento, continuidade administrativa e andamento de licitações internas — especialmente aquelas voltadas à manutenção da rede e investimentos em infraestrutura.


A pergunta que ecoa nas ruas é direta: há apenas um problema de gestão ou existe algo maior em curso?


Paralelamente à crise no abastecimento, outro ponto gerou forte reação popular: o aumento da taxa de esgoto para 40%. A medida surpreendeu a população, principalmente porque Valença ainda não dispõe de sistema pleno de tratamento de esgoto. Grande parte dos dejetos continua sendo lançada no Rio Una, um problema ambiental histórico da cidade.


Em conversa com representantes da Câmara de Logística, o prefeito Marcos Medrado teria afirmado que não cobraria por um serviço que o município não oferece integralmente. A fala gerou expectativa. Porém, o aumento veio — e com ele, mais questionamentos.


Por outro lado, o prefeito também anunciou que já existe previsão de investimento superior a R$ 290 milhões para a despoluição total do Rio Una e a implantação de um sistema estruturado de esgotamento sanitário, prometendo uma transformação histórica na qualidade de vida da população.


Diante desse cenário, cresce uma desconfiança: estaria a autarquia sendo enfraquecida para justificar uma futura privatização? A sucessão de diretores, a dificuldade operacional e a narrativa de necessidade urgente de investimentos alimentam especulações.


É importante destacar: até o momento, não há anúncio oficial de privatização. Mas a população quer respostas claras, dados transparentes e um plano concreto — com cronograma, metas e fiscalização.


Porque, no fim das contas, o que falta em Valença não é apenas água. Falta previsibilidade. Falta estabilidade. E, principalmente, falta explicação convincente.


A cidade quer saber: o que, de fato, está por trás dessa crise?


Edmais FM Web — informação que provoca, questiona e não se cala.

 
 
 

1 comentário


mrrcabral
há 6 horas

E não esqueça que o cidadão paga água mesmo sem consumir! Um roubo declarado que prejudica as famílias de baixa renda! Como é possível admitir que o SAAE cobre um valor que não corresponde ao consumo, mas sim ao tamanho da casa????


Curtir
bottom of page