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Canabidiol pode reverter efeitos do Alzheimer como a perda de memória, sugere estudo

  • há 3 horas
  • 1 min de leitura


O canabidiol (CBD), composto não psicoativo derivado da planta Cannabis sativa, pode ajudar a proteger células cerebrais e melhorar a memória, segundo um estudo recente publicado na revista científica Molecular Psychiatry.

 

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Shenzhen, da Academia Chinesa de Ciências e de outros institutos, utilizando camundongos com sintomas semelhantes aos da Doença de Alzheimer.


Os resultados indicam que o uso repetido de CBD reduziu o acúmulo de proteínas prejudiciais no cérebro, restaurou conexões entre neurônios e melhorou a memória dos animais.

 

A doença de Alzheimer é caracterizada pela perda progressiva de memória e declínio cognitivo, geralmente associados ao acúmulo anormal de proteínas como beta-amiloide e tau, que provocam inflamação e danos às células cerebrais.


Durante o experimento, os pesquisadores administraram CBD aos animais seis dias por semana, ao longo de 45 dias. Após o período, observaram melhora na memória e redução de sinais de ansiedade. Além disso, houve recuperação da estrutura das sinapses.

 

Outro ponto relevante foi a identificação de um possível mecanismo de ação do composto. Segundo os cientistas, o CBD ativou uma via celular ligada à sobrevivência e à plasticidade dos neurônios, o que pode explicar seus efeitos neuroprotetores.

 

Diferentemente do Tetrahidrocanabinol (THC), responsável pelos efeitos psicoativos da cannabis, o CBD não altera o estado mental, o que amplia seu potencial uso em tratamentos clínicos.


Apesar dos resultados, os pesquisadores destacam que os efeitos ainda foram observados apenas em modelos animais. Novos estudos serão necessários para confirmar a eficácia e a segurança do canabidiol em humanos.


Fonte: Bahia Noticias

 
 
 

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